Conheça as Faixas Azuis Metropolitanas, uma solução para os ônibus do Grande Recife

A ideia não é nova, mas teria um efeito bastante positivo para o transporte público por ônibus da Região Metropolitana do Recife.

As Faixas Azuis Metropolitanas, a versão metropolitana das Faixas Azuis da capital, conectariam as cidades e representariam um alívio para o passageiro que reside no Grande Recife e precisa entrar e sair do Recife diariamente. Ou vice-versa.

Mais prioridade nas ruas e avenidas significaria viagens mais rápidas, menos tempo nos coletivos e, consequentemente, menos risco de contaminação em plena pandemia de covid-19.

As chamadas Faixas Azuis, nome criado pela gestão municipal do PSB, foram ampliadas no Recife - que chegou a 62 quilômetros em sete anos -, mas sem qualquer conexão com os municípios vizinhos.

Ao contrário, a prioridade viária praticamente inexiste nas cidades da RMR. Jaboatão dos Guararapes e Olinda são as únicas a terem pequenos trechos de faixa em três vias, o que é muito pouco. Propostas de conexões metropolitanas, no entanto, não faltam. Mas seguem esbarrando no individualismo das gestões municipais. 

Há três anos, a Urbana-PE, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Pernambuco, tenta emplacar a proposta das Faixas Azuis Metropolitanas, corredores intermunicipais de ônibus que poderiam beneficiar, de cara, 400 mil passageiros.

As propostas compreendem quatro corredores que permitiriam a conexão do Recife com Jaboatão e Olinda por faixas exclusivas para circulação dos coletivos. E a um custo baixo, já que a implantação de Faixa Azul é barata: um quilômetro custa, aproximadamente, R$ 20 mil sem fiscalização eletrônica e R$ 40 mil com radares, segundo valores estimados pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).

A VANTAGEM DAS FAIXAS AZUIS

Atualmente, menos de 20% dos passageiros da RMR usufruem dos benefícios da priorização viária ao transporte coletivo oferecida pelas faixas exclusivas. E olhe que eles são muitos. Há Faixas Azuis, como a da Avenida Domingos Ferreira, que tem conexão com a da Avenida Antônio de Góes, nos bairros do Pina e de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, que tiveram ganhos de 118% na velocidade dos coletivos.

Mesmo assim, a ampliação é lenta para a necessidade. Até na capital. Recife tem 2.400 quilômetros de vias e em 650 quilômetros os ônibus circulam por eles. Apenas 62 quilômetros têm algum tipo de priorização na via.

Ou seja, de todas as ruas percorridas por ônibus na capital, aproximadamente 5% contam com faixa exclusiva de circulação. Na RMR esse percentual é infinitamente menor e, na maioria das cidades, inexiste.

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