Presidente da CNT se reúne com Alcolumbre e pede que Congresso derrube veto de Bolsonaro a socorro de R$ 4 bi aos transportes coletivos

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM/AP), ouviu nesta terça-feira, 22 de dezembro de 2020, reclamações do setor de transportes urbanos e metropolitanos sobre um eventual agravamento da crise nas empresas prestadoras de serviços em decorrência dos efeitos econômicos da covid-19 que, desde março, provocou uma redução na demanda de passageiros que variou ao longo dos meses entre 40% e 90% nas principais cidades.

Alcolumbre, que tenta emplacar um sucessor na presidência da casa, recebeu o presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Vander Costa, que pediu que o Congresso derrube o veto do presidente da República, Jair Bolsonaro, ao  projeto de lei (PL) 3364/20 do deputado Fabio Schiochet que prevê um socorro de R$ 4 bilhões para o setor.

Como mostrou o Diário do Transporte em primeira mão com a decisão oficial, o PL foi aprovado pelo Congresso, mas no dia 10 de dezembro de 2020, Bolsonaro publicou o veto na íntegra, seguindo orientações de seu ministro da Economia, Paulo Guedes.

Alcolumbre ficou de analisar o pedido. Em nota, a CNT afirmou que a atitude de Bolsonaro pode colocar em risco a continuação dos serviços de ônibus e trens no País.

Para a Confederação, o veto compromete a sustentabilidade dos sistemas e coloca em risco milhares de empregos diretos e indiretos. O transporte coletivo urbano de passageiros é um dos setores que mais tem sofrido os efeitos da crise provocada pela pandemia da covid-19 e sem o socorro financeiro, os transportadores terão dificuldades também para garantir o preço atual das tarifas, onerando, assim, a população mais carente, que é a maior dependente dos sistemas de transporte público do país.

Também participou do encontro o secretário de Transportes do Distrito Federal, Valter Casemiro, que defendeu da mesma forma a derrubada do veto.

Diário do Transporte mostrou também nesta terça-feira (22) que em nota conjunta, a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos) e a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) disseram que pode haver um  agravamento da crise no início de 2021.

Ambas as entidades, que representam empresas de ônibus e operadoras de trens e metrôs, alegam que o setor acumula desde março de 2020 prejuízos de R$ 16,3 bilhões, sendo R$ 7,5 bilhões somente em relação à arrecadação de receita do setor de trilhos e R$ 8,8 bilhões dos ônibus.

Diversas entidades do setor enviaram uma carta aberta nesta terça-feira (22) a prefeitos e governadores destacando a importância de políticas que garantam sustentabilidade aos serviços de transportes.

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