A postura do presidente Jair Bolsonaro na condução do contexto da pandemia de covid-19 e a falta de apoio aos sistemas de transportes tem sido reprovada pela maioria dos transportadores de cargas, empresas de ônibus, empresas de trens e metrô, transporte aquático e companhias aéreas.

É o que revela pesquisa da CNT (Confederação Nacional do Transporte) divulgada nesta quarta-feira, 07 de abril de 2021.

A Prefeitura de Taubaté, no interior de São Paulo, publicou o decreto nº 14.970 que trata de um reajuste no valor de repasses financeiros públicos para o transporte coletivo urbano, a chamada tarifa técnica.

De acordo com o documento, foi levado em conta a essencialidade do serviço de ônibus na cidade na área urbana e rural durante a pandemia, e a constatação de um desequilíbrio financeiro no Contrato de Concessão, apurado pelo Processo Administrativo nº 32.680 de 2018.

O governo do estado enviou à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) um projeto de lei para oferecer acesso gratuito ao transporte público para quem perdeu o emprego durante a pandemia da Covid-19.

A proposta é para moradores do Grande Recife que foram demitidos a partir de março de 2020 e ganhavam até dois salários mínimos. Segundo o governador Paulo Câmara (PSB), a medida busca oferecer um quantitativo definido de passagens do anel A para serem usadas fora do horário de pico.

As constantes elevações no preço do diesel estão agravando ainda mais a crise já profunda do transporte coletivo urbano no país.

Após o auxílio emergencial de R$ 4 bilhões ter sido vetado pelo presidente Jair Bolsonaro, mesmo depois de longa negociação e aprovação no Congresso Federal no fim de 2020, o setor entra em 2021 preocupado com a pandemia que se aprofunda. Para piorar, a demanda vai seguir em patamares sofríveis, ao mesmo tempo em que a União não acena com nenhuma mudança em relação a definir políticas de remodelação e prioridade ao transporte público.

No Brasil o setor de transporte público sofreu um forte impacto logo no início da pandemia do novo coronavírus quando perdeu mais que a metade da sua demanda. De acordo com Otávio Cunha, presidente executivo da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos – NTU, o setor operava com um grande déficit operacional: transportando 20% dos passageiros e ofertando 50% de serviço, o que ocasionou um endividamento no ano de 2020 da ordem de 9,5 bilhões de reais – o maior já acontecido no setor nos últimos 40 anos.

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