Desde o início da pandemia, a falta de informações conclusivas e de fontes de pesquisas seguras trouxe medo para os usuários do transporte coletivo. Novos estudos e novas evidências começam a desmistificar a ideia de que ônibus são um local de contágio maior do que outros ambientes.

Nesta quarta-feira (16), foi divulgado o estudo "Análise da Evolução das Viagens de Passageiros por Ônibus e dos Casos Confirmados da Covid-19”, realizado pela NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos).

Atingido em cheio pelos efeitos do coronavírus, o ônibus coletivo urbano não sobreviverá no pós-pandemia se for mantido o modelo atual, onde os custos são pagos unicamente pelas receitas tarifárias. 

Isso porque a medida sanitária de manter maior número de veículos nas ruas com a drástica redução de passageiros cria uma conta que não fecha e exige mais que medidas paliativas.

O transporte de massa virou o Belzebu da pandemia da covid-19. O medo de andar de metrô, trem ou ônibus é a reação padrão no mundo. No Brasil, 93% dizem ter medo usar transporte público, segundo levantamento do PoderData. 

Em Londres, que tem um dos melhores sistemas de metrô do mundo, esse índice chega a 70%, de acordo com pesquisa da Tetha Financial Reporting.

O prefeito de Salvador, ACM Neto, demonstrou preocupação com a situação financeira das empresas que administram o transporte público em Salvador, agravada pela pandemia do novo coronavírus, e disse que a questão deve ser a principal dor de cabeça para a próxima gestão.

A esperança para cobrir o rombo no caixa das concessionárias e dar fôlego a elas a curto prazo seria uma Medida Provisória editada pelo governo federal para socorrer o setor.

A entidade, que participou do esforço de costura de uma proposta abrangente junto ao Ministério da Economia, reunindo várias associações de operadoras e fabricantes da cadeia de transporte, vem alertando desde o início que a pandemia COVID-19 é umas das maiores causas, mas não a única, da gravidade dos problemas em que mergulhou o transporte público coletivo.

Por conta da grande repercussão que a reportagem publicada no último fim de semana sobre os itens que compõem a tarifa dos ônibus urbanos em Nova Friburgo gerou, A VOZ DA SERRA procurou um especialista no assunto para destrinchar o que realmente é levado em conta para se chegar ao preço final das passagens.

Segundo Gilmar de Oliveira, doutor em engenharia de transportes pela Coppe-UFRJ e que prestou consultoria para a empresa Friburgo Auto Ônibus (Faol) por conta da pandemia, muitas empresas do setor estão fechando as portas e entrando na Justiça contra os municípios. Para Gilmar, a razão principal é que a conta não fecha gerando acúmulos de prejuízos.

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